Educação Personalizada
Sobre o curso
Educação Personalizada é um estilo educativo com oito décadas de história e aplicação crescente em colégios e famílias ao redor do mundo. Mas o que o distingue de um método? Ao contrário de receitas pedagógicas que prometem resultados padronizados, esse estilo parte de uma premissa filosófica precisa: cada pessoa é única, irrepetível, e carrega em si potencialidades que nenhum programa estatal ou currículo genérico é capaz de mapear por inteiro.
Ao longo deste curso, o professor Evandro Faustino percorre os fundamentos antropológicos, filosóficos e práticos da Educação Personalizada — da distinção entre método e estilo à questão da liberdade na escola; do papel insubstituível dos pais à ideia grega de paideia; da criatividade sufocada pelas instituições à necessidade de que o aluno encontre pessoalmente a verdade, em vez de apenas repeti-la.
O curso dialoga com educadores como José Maria Barrio, Javier Aranguren, Ricardo Iepes Stork, Ken Robinson e Jutta Burghardt, além de obras literárias e filosóficas que o professor usa como espelhos para pensar a educação — de Dostoiévski a Eça de Queiroz, de São Tomás de Aquino aos clássicos da Antiguidade. A perspectiva é cristã e personalista, sem abrir mão do rigor intelectual e do bom humor.
Para quem é este curso
- Pais que querem entender que critérios realmente importam na escolha de uma escola.
- Educadores de ensino fundamental e médio insatisfeitos com o modelo conteudista.
- Famílias que praticam ou consideram o homeschooling e buscam embasamento teórico sólido.
- Diretores e coordenadores pedagógicos que desejam compreender o espírito da Educação Personalizada antes de aplicá-la.
- Qualquer pessoa que se pergunte por que a escola parece mais voltada ao vestibular do que à formação humana.
O que você vai aprender
- Distinguir estilo educativo de método pedagógico e compreender as consequências práticas dessa diferença.
- Compreender o conceito filosófico de pessoa como fundamento da Educação Personalizada.
- Avaliar critérios equívocos e critérios legítimos na escolha de uma escola para os filhos.
- Reconhecer os riscos da especialização excessiva e a importância de uma visão de conjunto do saber.
- Analisar o papel dos clássicos — literários e históricos — na formação do juízo e do caráter.
- Entender por que educar na liberdade não é sinônimo de permissividade, com apoio em José Maria Barrio e Jutta Burghardt.
- Identificar de que maneira a escola contemporânea tende a suprimir a criatividade infantil, segundo Ken Robinson.
- Compreender o conceito de formação em seus três graus — biológico, social e ideal — a partir do texto de Javier Aranguren.
- Aplicar a ideia do encontro pessoal com a verdade como motor do aprendizado genuíno.
- Reconhecer o erro escolar como experiência válida e repensar a cultura da nota como fim em si mesma.
Por que isso importa
A pergunta que todo pai responde na primeira entrevista de matrícula — "quero que meu filho seja feliz" — é profunda demais para ser respondida por um ranking de vestibular. Mas entre o desejo e o caminho há uma floresta que poucos param para atravessar com atenção.
Este curso importa porque coloca essa pergunta no centro, antes de qualquer consideração sobre currículo, método ou tecnologia educacional. Se você tem filhos em idade escolar, se você ensina, se você dirige uma escola ou simplesmente foi formado por uma — e se alguma vez sentiu que algo essencial ficou de fora — aqui você encontrará conceitos para nomear o que faltou e referências para começar a corrigi-lo. Não se trata de uma crítica genérica ao sistema, mas de uma proposta fundamentada sobre o que significa, de fato, ajudar alguém a crescer.
Currículo do curso
- Apresenta a distinção entre método e estilo usando a analogia do impressionismo, e introduz a Educação Personalizada como estilo — não receita — com oitenta anos de história e resultados.
- Desenvolve a tese de que a missão educativa pertence primariamente aos pais e examina em que momento e por que razão a escola entra como parceira — e não substituta — dessa missão.
- Define educação como 'ajudar a crescer' a partir de Tomás Alvira, apresenta o conceito personalista de pessoa e distingue a Educação Personalizada da mera educação particular ou individualizada.
- Contrasta o ideal educativo do Estado — da paideia grega aos programas técnicos modernos — com o ideal singular de cada pessoa, mostrando por que o planejamento coletivo não pode substituir o projeto individual.
- Comenta a palestra de Ken Robinson, explora a criatividade como característica essencial da pessoa e analisa por que a escola formal tende a extingui-la ao longo dos anos iniciais.
- Examina a hierarquia tácita que coloca ciências exatas acima das artes em qualquer escola do mundo e discute os efeitos de padronizar modos de aprender sobre a diversidade da inteligência humana.
- Analisa a inflação acadêmica dos diplomas, o colapso do modelo de educação herdado da Revolução Industrial e defende que a criatividade é a ferramenta mais durável para enfrentar um futuro imprevisível.
- Comenta entrevista de Ricardo Iepes Stork sobre como a velocidade do mundo moderno impede o assombro necessário ao pensamento, e oferece recursos práticos — etimologia, descrição, pausa — para formar o hábito de pensar.
- Mostra como a ausência de hábito de pensar nos torna escravos de eslogans, e defende a leitura de clássicos como caminho para formar opiniões próprias — incluindo relato de experiência com Machado de Assis e a Divina Comédia.
- Debate o dilema entre especialização e visão de conjunto usando a imagem de três observadores diante de uma tapeçaria, e aponta a perda do core curriculum como empobrecimento da formação universitária.
- Desenvolve a ideia de que cada pessoa possui uma 'intimidade' única e que o verdadeiro aprendizado ocorre quando o aluno recebe, elabora e devolve o conhecimento de forma pessoal — com referência a Santo Agostinho e Santo Tomás.
- Comenta o capítulo 'Harmonia dos Clássicos' de Ricardo Iepes Stork, critica o culto à velocidade e mostra como o estudo dos clássicos compõe, por acumulação, uma visão harmônica do saber — à maneira de um acorde musical.
- Distingue herói de modelo moral perfeito, defende o papel formativo da biografia e da literatura clássica — com Homero, El Cid, Churchill e A Ilustre Casa de Ramírez de Eça de Queiroz — e convida a contar histórias aos alunos.
- Apresenta o artigo 'Educar na Liberdade' de José Maria Barrio, a partir da premissa de que Deus criou seres livres com todas as consequências; questiona até que ponto a escola atual escolhe o dirigismo em vez da autonomia.
- Distingue correção que restringe a liberdade de correção que a serve, usando a imagem do treinador e da tutora vegetal; defende um clima de confiança entre educador e educando como condição da formação.
- Apresenta o texto de Javier Aranguren sobre formação, distinguindo seus três graus — biológico, social e ideal —, e situa a paideia grega como primeiro projeto explícito de formação humana com finalidade.
- Diferencia erudição, cultura e sabedoria; critica a educação utilitarista como 'falta de bom gosto' e 'burrice' (nas palavras de Aranguren); e defende que a formação deve ter horizonte maior do que o vestibular ou o emprego imediato.
- Retoma o ideal socrático do autoconhecimento como meta da educação, comenta o caso do ceramista que fez crianças descobrirem a própria capacidade artística e defende o silêncio e a pergunta como instrumentos pedagógicos fundamentais.
- Comenta o artigo de Jutta Burghardt sobre liberdade escolar, usa a lenda do Grande Inquisidor de Dostoiévski para mostrar que suprimir a liberdade em nome do bem é uma forma de ateísmo prático.
- Examina as formas concretas pelas quais a escola cerceia a liberdade — regras desnecessárias, uniformização de métodos, isolamento de ideias — e conclui que alegria visível é o primeiro sinal de que uma escola vai bem.
- Aula introdutória em que o professor apresenta o curso, explica a distinção entre método e estilo educativo e contextualiza a Educação Personalizada como movimento crescente no Brasil e no mundo, incluindo o homeschooling.
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Qual a principal diferença entre método e estilo educativo?
Curiosidades que despertam o interesse
Aristóteles, ao fundar o Liceu em 335 a.C., chamava seus discípulos de peripatéticos — os que andam ao redor — porque costumava ensinar caminhando pelas alamedas do jardim. O corpo em movimento, e não a carteira fixa, era para os gregos parte natural do pensar.
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