Era Napoleônica
Sobre o curso
Napoleão Bonaparte é uma das figuras mais polarizadoras da história ocidental: admirado como gênio militar e estadista, condenado como tirano sanguinário, e ainda hoje disputado pelos próprios franceses. O professor Guilherme Almeida conduz este curso com o olhar de quem enxerga Napoleão como chave de leitura para a grande transição entre o século XVIII e o XIX — entre o mundo das revoluções burguesas e a Europa que emergiu do Congresso de Viena.
Em três aulas, o curso percorre as três fases do governo napoleônico — o Consulado, o Império e os Cem Dias — sem perder de vista a dimensão política mais ampla: como um corso sem sangue nobre, formado numa escola militar de padres, tornou-se o árbitro da Europa? Como ele articulou Igreja, nobreza, burguesia e povo numa estrutura de poder radicalmente nova? E por que a sua derrocada, tanto quanto a sua ascensão, moldou o direito internacional moderno?
A perspectiva adotada é política e cultural ao mesmo tempo: Napoleão aparece aqui não apenas nos campos de batalha de Austerlitz ou Waterloo, mas também nas concordatas com o papado, nos símbolos pintados por Jacques-Louis David, no Código Civil que ainda hoje estrutura ordenamentos jurídicos em todo o mundo — e no bloqueio continental que mudou, de modo irreversível, a história do Brasil.
Para quem é este curso
- Leitores de história que querem compreender a transição entre os séculos XVIII e XIX
- Estudantes que buscam uma introdução sólida à era napoleônica além do livro didático
- Quem quer entender por que a história do Brasil passa pela política europeia de Napoleão
- Pessoas interessadas em liderança política e na construção simbólica do poder
O que você vai aprender
- Distinguir as três fases do governo napoleônico e o que caracteriza cada uma
- Explicar como Napoleão construiu sua legitimidade política sem sangue nobre
- Analisar o Código Civil Napoleônico e seu impacto sobre burguesia, Igreja e camponeses
- Compreender a concordata com a Igreja Católica como instrumento de poder estatal
- Interpretar a autocoroação de Notre-Dame como ato simbólico de ruptura com a tradição papal
- Relacionar o bloqueio continental napoleônico à vinda da família real portuguesa ao Brasil
- Identificar as causas militares e políticas da derrota na campanha russa de 1812
- Aplicar o conceito weberiano de dominação carismática à figura de Napoleão Bonaparte
Por que isso importa
Entender Napoleão é entender o momento em que o mundo ocidental decidiu o que seria o Estado moderno — centralizado, laico, codificado em leis escritas, capaz de mobilizar exércitos de 600 mil homens e de transformar um ateu corso no árbitro de Roma. Esse momento não ficou no passado: o Código Civil Napoleônico é ancestral direto de boa parte dos ordenamentos jurídicos latino-americanos, incluindo o brasileiro; o direito internacional que regula relações entre nações nasce, em grande medida, do Congresso de Viena convocado após a sua queda.
Para quem acompanha o noticiário político ou se pergunta como líderes constroem e perdem legitimidade, a era napoleônica oferece um laboratório histórico sem igual. A trajetória de Napoleão — da batalha de Ponte d'Arcole ao exílio em Santa Helena — é também uma aula sobre os limites da liderança carismática quando ela deixa de escutar e passa apenas a ordenar.
Currículo do curso
- Traça a formação de Napoleão desde a escola militar de Brienne até o golpe do 18 Brumário, examinando como a crise do Diretório criou as condições para sua ascensão e a criação do Consulado em 1799.
- Analisa as reformas do período 1799–1804 — o Código Civil, a concordata com a Igreja, o Banco da França e a Paz de Amiens —, mostrando como Napoleão consolidou poder ao acomodar simultaneamente nobreza, burguesia, clero e camponeses.
- Examina a autocoroação em Notre-Dame e sua simbologia, as guerras napoleônicas, o bloqueio continental e seus efeitos sobre Portugal e Brasil, a catástrofe da invasão da Rússia, Waterloo e o exílio definitivo em Santa Helena.
Teste seu conhecimento sobre Era Napoleônica
O período napoleônico costuma ser dividido em três fases. Quais são elas?
Curiosidades que despertam o interesse
Napoleão era ateu, mas precisou fazer as pazes com a Igreja. Quando o papa perguntou a quem ele pedia a bênção, ele respondeu: 'Deus é uma teoria em que não acredito. Mas acredito em você, que comanda a maioria dos meus cidadãos.'
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- Visão integrada da história política ocidental da modernidade ao século XIX
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Perguntas frequentes
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