Mercantilismo
Sobre o curso
O mercantilismo não é apenas um capítulo de livro didático — é a lógica que moveu caravelas, dividiu continentes e financiou impérios. Neste curso, o professor Guilherme Almeida percorre a grande movimentação econômica que dominou a Era Moderna, situando-a no cruzamento entre as Grandes Navegações, o absolutismo, a Reforma Protestante e o surgimento da burguesia como força histórica.
A abordagem é clara e direta: antes de falar em colônias e pactos comerciais, é preciso entender as quatro regras que estruturaram o mercantilismo — acúmulo de metais preciosos, balança comercial favorável, primazia das exportações sobre as importações e protecionismo interno. A partir daí, você acompanha como Portugal e Espanha, Holanda, França e Inglaterra cada uma à sua maneira operaram dentro dessa lógica, e por que os resultados foram tão distintos.
O curso não evita as tensões mais incômodas do período: o papel da religião católica e protestante na velocidade do desenvolvimento capitalista, a brutalidade do pacto colonial, e a maneira como o mercantilismo preparou o terreno para a Revolução Industrial. O tom é o de um professor que prefere a precisão dos conceitos ao simplismo das narrativas de mocinhos e vilões.
Para quem é este curso
- Estudantes de história que querem entender a economia da Era Moderna além do vestibular
- Leitores curiosos sobre como o capitalismo se formou antes da Revolução Industrial
- Professores de ensino médio que buscam uma narrativa integrada entre economia, religião e política
- Pessoas que acompanham debates sobre globalização e querem raízes históricas sólidas
O que você vai aprender
- Distinguir o mercantilismo de outras formas históricas de comércio e troca
- Identificar as quatro regras estruturantes do sistema mercantilista
- Comparar as estratégias mercantilistas de Portugal, Espanha, Holanda, França e Inglaterra
- Compreender por que o Tratado de Tordesilhas foi um divisor de águas econômico, não apenas geográfico
- Relacionar a ética protestante, segundo Max Weber, ao desenvolvimento do capitalismo mercantil
- Explicar o papel da burguesia como agente prático do mercantilismo europeu
- Analisar o pacto colonial como mecanismo de extração sistemática nas colônias portuguesas e espanholas
- Traçar a transição do mercantilismo para o capitalismo industrial a partir da experiência inglesa
Por que isso importa
Entender o mercantilismo é entender por que o mundo ficou arranjado da forma como ficou — por que certas nações acumularam riqueza enquanto outras permaneceram fornecedoras de matéria-prima, por que o Brasil desenvolveu uma estrutura econômica tão diferente da americana, e por que a separação entre capitalismo e religião nunca foi tão simples quanto parece.
Para quem acompanha discussões contemporâneas sobre desenvolvimento, dependência econômica ou mesmo sobre os limites morais do mercado, o mercantilismo oferece não uma resposta pronta, mas um espelho. As tensões que esse período colocou — entre acumulação e ética, entre protecionismo e abertura, entre metrópole e periferia — seguem vivas, apenas com outros nomes.
Currículo do curso
- Define o mercantilismo como fenômeno da Era Moderna, distingue-o de práticas comerciais anteriores e apresenta as quatro regras estruturantes: acúmulo de metais preciosos, balança comercial favorável, primazia das exportações e protecionismo.
- Contrasta a estratégia mercantilista de Portugal e Espanha a partir do Tratado de Tordesilhas, mostrando como o tipo de riqueza disponível em cada território colonial — ouro imediato versus produtos tropicais — determinou trajetórias econômicas distintas.
- Examina como a Reforma Protestante e a ética calvinista, analisadas por Max Weber em A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, removeram freios morais ao lucro e impulsionaram o desenvolvimento mercantilista na Holanda, Inglaterra e países germânicos, em contraste com as nações católicas.
- Acompanha a ascensão holandesa como potência marítima e comercial, o conflito com a Inglaterra resolvido pelo casamento de Guilherme de Orange com Mary Stuart, e mostra como a burguesia inglesa, fortalecida pela Bill of Rights, conduziu o mercantilismo à sua transformação em capitalismo industrial.
Teste seu conhecimento sobre Mercantilismo
O que caracteriza fundamentalmente o mercantilismo como sistema econômico?
Curiosidades que despertam o interesse
A Espanha praticamente não precisou desenvolver uma economia produtiva nas Américas — bastou tomar o que astecas, maias e incas já tinham acumulado em ouro e prata. Foi a colonização mais barata de toda a Era Moderna.
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