O Grande Século XIX
Sobre o curso
O século XIX não é apenas um período de transição entre a Era Napoleônica e a Grande Guerra — é o século em que os contornos do mundo contemporâneo foram desenhados com sangue, carvão e tinta. Neste curso, o professor Guilherme Almeida percorre esse período a partir de uma leitura histórica de fundo europeu, sem perder de vista os efeitos dessa centralidade sobre a África, a Ásia e as Américas.
A abordagem é ampla e deliberadamente conectiva: política, economia, arte e filosofia não são tratadas como gavetas separadas, mas como faces de um mesmo fenômeno — o surgimento de um homem novo, feito às pressas pela industrialização e esvaziado por dentro, como o descreveu Ortega y Gasset. Do Congresso de Viena ao assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, o curso traça o fio que liga a restauração monárquica de 1815 à deflagração de 1914.
Você encontrará aqui não apenas cronologia, mas interpretação. O professor dialoga com historiadores como Barbara Tuchman e Christopher Dawson, com literatos como Victor Hugo, Flaubert e Dostoiévski, e com pensadores como Nietzsche e Freud — todos convocados para iluminar o que foi, afinal, esse século que o próprio professor chama de "grande": não por ser glorioso, mas por ser denso, contraditório e decisivo.
Para quem é este curso
- Pessoas com interesse em história ocidental que querem entender as raízes do século XX
- Leitores de literatura europeia do século XIX que desejam situar as obras no seu contexto histórico
- Estudantes e autodidatas que buscam uma introdução ao nacionalismo, ao imperialismo e às suas consequências
- Quem quer compreender por que a África e o Oriente Médio são o que são hoje
O que você vai aprender
- Compreender o significado político do Congresso de Viena e seus limites práticos
- Distinguir liberalismo político, econômico e seus desdobramentos ao longo do século XIX
- Analisar o nacionalismo como prática política fundada na aliança entre burguesia e aristocracia
- Explicar os processos de unificação da Alemanha e da Itália e suas diferenças estruturais
- Entender o imperialismo europeu e o neocolonialismo africano e asiático como consequências do tripé nacionalista
- Identificar as cinco crises entre potências europeias que pavimentaram o caminho para a Primeira Guerra Mundial
- Relacionar o impressionismo, a literatura realista e a filosofia nietzschiana ao caos social do fin de siècle
- Reconhecer as origens históricas de conflitos contemporâneos na África e no Oriente Médio
Por que isso importa
Boa parte do que parece inexplicável no noticiário de hoje — guerras étnicas na África, tensões no Oriente Médio, a ascensão e queda de impérios econômicos — tem raízes diretas nas decisões tomadas no século XIX. Compreender esse período não é exercício de erudição: é uma forma de ganhar vocabulário para ler o presente com mais precisão e menos espanto.
Há também uma dimensão mais íntima nessa formação. O século XIX produziu o homem moderno — aquele ser descrito por Ortega y Gasset como "feito às pressas", carente de um centro, desconectado de tradições que davam sentido à existência. Reconhecer esse processo histórico ajuda a entender não apenas o mundo, mas algo da própria condição contemporânea: de onde vêm certas angústias, certas rupturas, certos impasses que ainda não foram resolvidos.
Currículo do curso
- Examina o Congresso de Viena de 1814-1815, a restauração monárquica na França, o reinado de Luís XVIII e Carlos X, e a Revolução de 1830 que instala o 'rei burguês' Luís Felipe de Orleans.
- Define o nacionalismo como aliança entre burguesia e aristocracia, explica o neocolonialismo africano e asiático, analisa a Primavera dos Povos de 1848 e corrige a leitura anacrônica que a atribui ao socialismo marxista.
- Contrasta os processos de unificação italiana e alemã, detalha o papel de Bismarck e do Zollverein, explica a Guerra Franco-Prussiana e a humilhação francesa na Sala dos Espelhos de Versalhes em 1871.
- Mapeia as tensões entre as grandes potências europeias — revanchismo franco-alemão, pan-eslavismo russo contra a Áustria, rivalidade industrial anglo-alemã — e analisa a efêmera Comuna de Paris de 1871 e sua derrota.
- Examina o impressionismo de Monet, Renoir e Degas, a literatura de Flaubert, Dostoiévski e Kafka, o pensamento de Nietzsche, Dawson e Ortega y Gasset, e o surgimento da sociologia, da antropologia e da psicanálise freudiana como respostas à crise existencial do século.
- Analisa a partilha da África no Congresso de Berlim de 1884-1885, os crimes do rei Leopoldo II no Congo, e as cinco crises entre potências europeias que, somadas às alianças da Tríplice Aliança e da Tríplice Entente, convergiram para o assassinato de Francisco Ferdinando e a Primeira Guerra Mundial.
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