Renascimento
Sobre o curso
O Renascimento costuma ser reduzido a pinturas, esculturas e ao mito do "homem universal". Este curso propõe outra leitura: a de um período que transformou simultaneamente a política, a economia, a religião, as ciências e a cultura europeia ao longo de três séculos — e cujos efeitos chegam até nós, inclusive na formação do Brasil.
A partir de uma perspectiva ampla e integrada, o curso percorre as origens comerciais e urbanas do movimento, a ascensão do absolutismo e a teoria política de Maquiavel, Bodin e Hobbes, a lógica do mercantilismo e sua relação direta com as grandes navegações, e as rupturas religiosas que culminaram na Reforma Protestante e na Contrarreforma. A frase de Protágoras — "o homem é a medida de todas as coisas" — funciona como fio condutor: o curso mostra como essa ideia de centralidade humana se manifesta de formas distintas em cada uma dessas esferas.
O tom é expositivo e comparativo, com atenção constante às causas e consequências entre os eventos. Referências a Paul Johnson, Barbara Tuchman, Max Weber e outros historiadores orientam as leituras complementares para quem quiser aprofundar o estudo.
Para quem é este curso
- Estudantes e autodidatas que querem entender o Renascimento além do recorte artístico.
- Leitores de história que sentem lacunas na compreensão da transição entre Idade Média e Modernidade.
- Professores do ensino médio que buscam uma visão integrada do período para suas aulas.
- Brasileiros curiosos sobre as raízes históricas da colonização e da formação do país.
O que você vai aprender
- Identificar as cinco dimensões do Renascimento: política, econômica, religiosa, científica e artística.
- Compreender por que o século XIV foi o ponto de ebulição que tornou o Renascimento possível.
- Distinguir o humanismo renascentista da antropologia cristã medieval a partir da frase de Protágoras.
- Explicar a ascensão do absolutismo e as teorias de Maquiavel, Bodin e Hobbes que o fundamentaram.
- Relacionar o mercantilismo, as grandes navegações e a colonização do Brasil como fenômenos interligados.
- Analisar como a Reforma Protestante libertou a burguesia das restrições econômicas da Igreja Católica.
- Conectar a tese de Max Weber sobre ética protestante e capitalismo ao desenvolvimento das potências europeias.
- Situar a Contrarreforma e a ação jesuítica no contexto mais amplo das disputas religiosas e territoriais do período.
- Reconhecer obras e artistas — Da Vinci, Michelangelo, Rafael, Brunelleschi — dentro das dinâmicas de mecenato que os produziram.
Por que isso importa
Boa parte do que tomamos como "dado" no mundo contemporâneo — o Estado como detentor do monopólio da força, a separação entre esfera pública e religiosa, a lógica do mercado, o individualismo como valor — tem raízes diretas no período renascentista. Entender esse processo não é exercício de erudição: é ganhar vocabulário para ler o presente.
Para o brasileiro, a conexão é ainda mais direta. O mercantilismo, o Tratado de Tordesilhas, a empresa colonial portuguesa e a ação dos jesuítas não são episódios distantes — são a origem de estruturas que ainda organizam aspectos da vida religiosa, jurídica e econômica do país. Este curso oferece esse fio condutor, tornando visível a lógica que une fatos aparentemente dispersos em uma narrativa coerente.
Currículo do curso
- Apresenta o Renascimento como fenômeno multidimensional — político, econômico, religioso, científico e artístico — e discute suas origens no renascimento comercial e urbano do século XIV, a partir das repúblicas italianas.
- Examina como a literatura de Dante, Petrarca e Boccaccio redirecionou o olhar para o homem e seu cotidiano, e como os ateliês de artistas começaram a rivalizar com as universidades como centros de formação.
- Analisa a ascensão das monarquias absolutas após a Guerra dos Cem Anos e apresenta as teorias de Maquiavel, Bodin e Hobbes como fundamentos intelectuais do poder centralizado no rei.
- Explica a lógica mercantilista — balança comercial favorável, protecionismo e acúmulo de metais preciosos — e mostra como ela impulsionou as grandes navegações e criou as condições para o surgimento da burguesia como força histórica.
- Percorre as causas da Reforma a partir dos papas do Renascimento, a ruptura de Lutero e Calvino, a relação entre protestantismo e desenvolvimento econômico segundo Max Weber, e a resposta católica pelo Concílio de Trento e pela ação jesuítica nas Américas.
Teste seu conhecimento sobre Renascimento
A célebre frase "o homem é a medida de todas as coisas", muito difundida no período renascentista, foi originalmente dita por qual pensador?
Curiosidades que despertam o interesse
Os renascentistas adotaram a frase grega 'o homem é a medida de todas as coisas' — mas amputando seu sentido original. Para Protágoras, esse homem era feito à imagem dos deuses; os renascentistas mantiveram a fórmula e descartaram os deuses.
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Perguntas frequentes
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