Revoluções Burguesas
Sobre o curso
Das feiras medievais aos parlamentos modernos, das teses de Lutero à guilhotina de Robespierre, este curso percorre a ascensão de uma classe social que não era nobre, nem cleriga, nem camponesa — e que, justamente por isso, precisou refazer o mundo à sua imagem. O professor Guilherme Almeida traça uma linha contínua entre o humanismo renascentista, a Reforma Protestante e as quatro grandes revoluções que redesenharam o Ocidente: a Inglesa, a Americana, a Industrial e a Francesa.
A abordagem é panorâmica e conectiva. Guilherme não trata cada revolução como um episódio isolado, mas como um capítulo de um mesmo processo: a burguesia ganhando poder econômico sem ter poder político, e usando crises, guerras e ideias para inverter essa equação. No caminho, o curso passa por figuras como Henrique VIII, Oliver Cromwell, John Locke, Montesquieu e Napoleão, mostrando como cada um contribuiu — conscientemente ou não — para esse rearranjo estrutural.
O tom é o de uma aula magistral: direto, com digressões que iluminam o argumento central, e disposto a fazer conexões inesperadas entre a saia escocesa, o fish and chips e a política dos cercamentos. Não é um curso de datas e fatos, mas de causas e consequências que ainda hoje organizam nossa vida política, econômica e cultural.
Para quem é este curso
- Estudantes de história, ciências sociais ou direito que querem entender a formação do mundo moderno
- Leitores curiosos que já ouviram falar em iluminismo e burguesia, mas nunca viram o fio que os une
- Professores do ensino médio que buscam uma narrativa coerente para apresentar as revoluções dos séculos XVII e XVIII
- Pessoas interessadas em política que querem rastrear as origens das ideias de república, parlamento e separação de poderes
O que você vai aprender
- Distinguir os três sentidos históricos do termo 'burguesia' sem incorrer em anacronismo
- Explicar por que a Reforma Protestante foi condição cultural para o desenvolvimento do capitalismo
- Traçar a conexão entre a Magna Carta de 1215 e a Revolução Gloriosa de 1689
- Analisar o papel de Oliver Cromwell como figura de transição entre revolução popular e ditadura burguesa
- Compreender por que a Revolução Industrial nasceu na Inglaterra e não em Portugal, Espanha ou França
- Identificar as diferenças fundamentais entre o iluminismo presente na Revolução Americana e o da Revolução Francesa
- Relacionar a tese de Max Weber sobre a ética protestante com o desenvolvimento econômico das nações do norte europeu
- Descrever as três fases da Revolução Francesa e o papel de jacobinos e girondinos em cada uma delas
- Entender como o mercantilismo criado pelos reis absolutos acabou por financiar a sua própria destruição
Por que isso importa
As categorias com que lemos o noticiário político de hoje — república, parlamento, separação de poderes, direitos do cidadão, livre mercado — não caíram do céu. Elas foram forjadas em conflitos concretos, muitas vezes sangrentos, travados entre os séculos XVII e XVIII. Conhecer esse processo não é exercício de erudição: é a diferença entre habitar o presente como espectador passivo e compreendê-lo como herdeiro de escolhas que outras gerações fizeram.
Há também uma dimensão mais íntima nessa formação. Quando você entende que a separação entre Estado e Igreja, ou entre rei e governo, não é uma evidência natural, mas o resultado de revoluções específicas com custos altíssimos, você passa a julgar com mais seriedade as instituições que as guardam — e a desconfiar com mais clareza daquelas que as corroem.
Currículo do curso
- Apresenta o conceito de revolução e situa as transformações políticas, econômicas e religiosas do Renascimento como pré-condição cultural para a ascensão burguesa, apoiando-se em Ortega y Gasset e nos grandes teóricos do absolutismo.
- Mapeia as quatro revoluções do curso — Inglesa, Americana, Industrial e Francesa — e contextualiza a origem medieval da burguesia nos burgos, seu poder econômico crescente e sua exclusão do poder político sob o Antigo Regime.
- Examina como quatro invenções-chave (bússola, pólvora, relógio e prensa) aceleraram a ascensão burguesa, e por que a ética protestante — especialmente o calvinismo — removeu o freio moral que o catolicismo impunha ao lucro, diálogo com a tese de Max Weber.
- Reconstrói a ruptura de Henrique VIII com Roma como estratégia política de expansão de poder, e retoma a criação do parlamento inglês em 1215 como herança medieval que moldará todas as crises constitucionais seguintes.
- Analisa como o governo centralizador de Carlos I alienou a burguesia mercantil, a gentry e os puritanos liderados por Oliver Cromwell, criando a coalizão que derrubará a monarquia, com nota sobre a Guerra dos Trinta Anos no pano de fundo europeu.
- Narra a execução de Carlos I, o governo de Cromwell como ditadura que perseguiu os próprios aliados populares, a Restauração Stuart e, por fim, a Revolução Gloriosa de 1688–89 e a Bill of Rights, que instituiu a monarquia parlamentar.
- Mostra como John Locke e o iluminismo nasceram dos escombros da Revolução Inglesa, e como suas ideias — mediadas por Franklin, Jefferson e Montesquieu — fundamentaram a independência das treze colônias e a criação da república presidencialista em 1776.
- Explica a passagem do sistema artesanal ao manufatureiro e ao industrial, o papel da máquina a vapor de James Watt, e por que somente a Inglaterra reunia as condições políticas e econômicas para inaugurar a produção fabril em escala.
- Percorre as três fases da Revolução Francesa — a Assembleia Constituinte, o Terror jacobino de Robespierre e o Diretório girondino —, os 20 mil mortos na guilhotina e o golpe do 18 Brumário que entregou o poder a Napoleão e encerrou o ciclo revolucionário burguês.
Teste seu conhecimento sobre Revoluções Burguesas
A palavra "revolução" tem origem em qual verbo, segundo a etimologia apresentada?
Curiosidades que despertam o interesse
A burguesia nasceu como uma espécie de 'alienígena social': não era nobre, nem clero, nem camponesa. Por séculos teve dinheiro sem ter voz política — e foi essa contradição que acabou produzindo revoluções em quatro países diferentes.
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Perguntas frequentes
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